sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ouvindo e cantarolando...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Cada dia minha vontade de cantar aumenta. Mas enquanto não sou descoberta por nenhum grande produtor musical e viro uma estrela da MPB, vou ouvindo e catando pela net, com a ajuda de dicas valiosas de amigos, o que tem de bom para ser ouvido na língua "brasileira".

Graças ao Zema Ribeiro conheci essa semana a beleza do canto de Anelis Assumpção. A menina não nega a origem. Filha de Itamar Assumpção ela dá show de sonoridade e ainda compõe letras ótimas de cantar junto. Já consta entre as minhas preferidas.

Outra que tenho ouvido bastante é a Marina De La Riva. Essa veio a mim pela indicação do meu amado Pedrin Canto. Da Marina eu pouco sei, o Zema me contou que ela é resultado de uma mistura bem latina. Filha de brasileira com cubano, a cantora tem suas músicas impregnadas da sensualidade dessas duas culturas com uma voz firme e suave, não só em portugues mas em cubano. Delícia de ouvir. Ela cantando Sonho Meu é show!!

E por fim, nessa lista de intérpretes poderosas, eu acabei caindo nos encantos da Maria Gadu. Digo isso porque resisti. No início fiquei com o pé bem atrás por conta da música "Shimbalaiê" que tá na novela do Manoel Carlos. Acho essa música pobre, chatinha demais da conta. Mas aí resolvi dar uma chace a nós duas, ouvi o cd inteiro e eis que agora ouço praticamente todos os dias. Nesse primeiro trabalho ela canta A História de Lily Brown que eu adoro e só tinha escutado com a Gal. Ficou ótimo! Tem ainda Laranja, Altar Particular e Louge que eu gosto bastante também.

Ficam aí as dicas dessa humilde ouvinte e amante da nossa música.

Um ótimo fim de semana.

Bejocas!!!!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Hoje é dia de festa da Du!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Acabei de conectar na internet e vim, como de costume, ver o que acontecia na blogosfera. Por um momento pensei que hoje era dia de blogagem coletiva e o tema, para minha alegria, era a Duzinha, a moça dos sonhos.

E sabe por que tanta gente amanheceu falando dela hoje? É que hoje, dia 26 de outubro, é aniversário dela. Iupiii!!! É big, é big, é big!!!


Eu já até falei dela aqui uma vez, mas qualquer coisa que se diga dela é pouco para mostrar o quanto ela é querida e especial. Poucas vezes vemos alguém tão dedicado, tão amoroso, tão doce, tão iluminado quanto ela, que com suas palavras sempre nos dias algo que nos faltava perceber.


Parabéns Duzinha!! Muito tudo de maravilhoso nessa vida: saúde, amor, alegria, carinho, afeto, amizade, sonhos, compreensão, tanquilidade, felicidade e tudo mais que você desejar!


Bejoca especial na DU!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mas isso faz muito tempo...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Oioi!!!
Tive que me esforçar um pouco para deixar a preguiça de lado e escrever hoje. Eu estava lembrando de quando sempre corria pra cá para escrever. Parece que já faz tanto tempo.
Hoje foi a saudade quem me trouxe aqui.
Acredito que todos sentimos saudade. Saudade de pessoas, de fases da nossa vida, de cheiros, de momentos importantes. Mas tem gente que parece carregar esse sentimento com mais constância e que é capaz de sentir saudade até mesmo daquilo que não viveu.
Foi o que eu senti esse fim de semana. Estou lendo o livro Amor é Prosa Sexo é Poesia do Arnaldo Jabor e o sentimento mais forte que a leitura me trouxe foi...saudade.
O texto do Jabor é muito engraçado, crítico, cortante, afiado. Mas parece que tudo está empreguinado desse sentimento que faz a gente suspirar e pensar: a gente era feliz e não sabia!
Em muitas crônicas o jornalista fala dos tempos em que era criança e a parte que mais gosto é quando ele fala da sua juventude comunista, quando os jovens iam para as ruas, gritar sua revolta, seu descontentamento.
Tenho saudade desse tempo que eu não vivi. Mas saudade só dessa parte, da liberação, da luta, das conquistas.
Muitos sofreram, foram submetidos a verdadeiras atrocidades, tortura, exílio. Dessa parte não tenho saudade não, tenho vergonha.
Nos tempo de hoje ninguém vai pras ruas, brigar, lutar, expor sua revolta. Penso que não por puro conformismo, talvez um pouco sim, nem por medo ou por falta de vontade. Mas por um total descrédito. Vimos tantas coisas acontecendo no país, tanta corrupção, tanta "cafajestice", desvios, roubos e mal exemplos seguidos, que a gente não acredita mais que alguma atitude possa mudar isso.
Naquele tempo lá atrás, o do Jabor jovem, as pessoas acreditavam!!!! Tinham uma coisa chamada fé, artigo raros nos tempos da Dani jovem-adulta.
Hoje é tudo tão relativo, tudo pode, tudo é permitido, ninguém é de ninguém e todo mundo é de todo mundo. Por isso me sinto meio deslocada.
Tenho tão claro na minha cabeça os meus referenciais. De onde sou, do que venho, a quem pertenço. Só não sei para onde vou. Isso Deus é que diz!!
No tempo do Jabor jovem comunista ele teve que amargar tentativas frustradas de levar as namoradinhas pra cama. Ele, como o próprio afirmou, era do tempo que as meninas não davam! Mas isso faz muito tempo...
Uma bejoca nocês!!!
Dani M.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Eu quero uma casa no campo...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Sempre fui uma pessoa da cidade grande, quer dizer, dentro da idéia de cidade grande que eu tenho e, que por sua vez, não é bem uma cidade tão grande assim. Na verdade é uma ilha, a minha São Luís.

O fato é que sempre gostei do asfalto, dos prédios, da facilidade do ônibus, dos ar condicionados, dos shoppings, da fast food e dessa coisa toda nossa de cada dia.

Tive minhas referências interioranas, claro. Nasci no interior (isso já comentei aqui). Mas nunca morei lá, ia apenas nas férias. Adorava!! Ficava solta na rua, andava de bicicleta, conhecia a cidade toda pedalando. E tinha aquele jeitinho "caboco" de falar. Era bom demais! Só que nunca mais fui pras bandas de lá.

Por muitos anos tenho ficado "infurnada" aqui nessa cidade. E eu gosto muito de viver aqui, mas São Luís tá ficando muito doida. Tá virando uma cidade bem ruinzinha de se viver, pelo barulho, poluição, trânsito infernal. E vem mais por aí.

Em breve "vamos ter" uma refinaria de petróleo aqui do ladinho(vamos ter é ótimo, kkkk...nós reles mortais nem vamos ter acesso a isso), na cidade de Bacabeira e hoje uma amiga minha estava me contando que vem uma usina pra cá também. Ela falava já angustiada e preocupada com o que vamos ter que conviver em no máximo 4 anos: muitos mais carros na cidade, condomínios brotando em cada recando onde antes tinha mata ( e mato também), padrão de vida mais elevado, coisas mais caras, muito calor, mais poluição. Consumismo e consumismo.

E eu que já estava "contaminada" pela idéia de ter uma casinha no meio do nada pra plantar meus ipês amarelos e lilás, fiquei ainda com mais vontade depois de refletir com ela sobre essas futuras mudanças.

Ontem mesmo pensei tanto nisso de ter uma casa em um lugar tranquilo pra curtir minha vida com meu mozão, com ar puro, plantinhas, um espaço grande pra andar de pé no chão, ter cachorro, filhos, família e amigos por lá!!

Vi que perto do meu condomínio mesmo tem tantas casinhas assim. Parece um outro lugar, uma outra realidade. As pessoas vivem num ritmo muito mais "cadenciado", kkkkk...

Quero isso pra mim!! Será que rola?

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão a pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos meus discos e livros
E nada mais

Bejocas minha gente!!!

 
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