segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Hoje é dia de festa da Du!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Acabei de conectar na internet e vim, como de costume, ver o que acontecia na blogosfera. Por um momento pensei que hoje era dia de blogagem coletiva e o tema, para minha alegria, era a Duzinha, a moça dos sonhos.

E sabe por que tanta gente amanheceu falando dela hoje? É que hoje, dia 26 de outubro, é aniversário dela. Iupiii!!! É big, é big, é big!!!


Eu já até falei dela aqui uma vez, mas qualquer coisa que se diga dela é pouco para mostrar o quanto ela é querida e especial. Poucas vezes vemos alguém tão dedicado, tão amoroso, tão doce, tão iluminado quanto ela, que com suas palavras sempre nos dias algo que nos faltava perceber.


Parabéns Duzinha!! Muito tudo de maravilhoso nessa vida: saúde, amor, alegria, carinho, afeto, amizade, sonhos, compreensão, tanquilidade, felicidade e tudo mais que você desejar!


Bejoca especial na DU!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mas isso faz muito tempo...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Oioi!!!
Tive que me esforçar um pouco para deixar a preguiça de lado e escrever hoje. Eu estava lembrando de quando sempre corria pra cá para escrever. Parece que já faz tanto tempo.
Hoje foi a saudade quem me trouxe aqui.
Acredito que todos sentimos saudade. Saudade de pessoas, de fases da nossa vida, de cheiros, de momentos importantes. Mas tem gente que parece carregar esse sentimento com mais constância e que é capaz de sentir saudade até mesmo daquilo que não viveu.
Foi o que eu senti esse fim de semana. Estou lendo o livro Amor é Prosa Sexo é Poesia do Arnaldo Jabor e o sentimento mais forte que a leitura me trouxe foi...saudade.
O texto do Jabor é muito engraçado, crítico, cortante, afiado. Mas parece que tudo está empreguinado desse sentimento que faz a gente suspirar e pensar: a gente era feliz e não sabia!
Em muitas crônicas o jornalista fala dos tempos em que era criança e a parte que mais gosto é quando ele fala da sua juventude comunista, quando os jovens iam para as ruas, gritar sua revolta, seu descontentamento.
Tenho saudade desse tempo que eu não vivi. Mas saudade só dessa parte, da liberação, da luta, das conquistas.
Muitos sofreram, foram submetidos a verdadeiras atrocidades, tortura, exílio. Dessa parte não tenho saudade não, tenho vergonha.
Nos tempo de hoje ninguém vai pras ruas, brigar, lutar, expor sua revolta. Penso que não por puro conformismo, talvez um pouco sim, nem por medo ou por falta de vontade. Mas por um total descrédito. Vimos tantas coisas acontecendo no país, tanta corrupção, tanta "cafajestice", desvios, roubos e mal exemplos seguidos, que a gente não acredita mais que alguma atitude possa mudar isso.
Naquele tempo lá atrás, o do Jabor jovem, as pessoas acreditavam!!!! Tinham uma coisa chamada fé, artigo raros nos tempos da Dani jovem-adulta.
Hoje é tudo tão relativo, tudo pode, tudo é permitido, ninguém é de ninguém e todo mundo é de todo mundo. Por isso me sinto meio deslocada.
Tenho tão claro na minha cabeça os meus referenciais. De onde sou, do que venho, a quem pertenço. Só não sei para onde vou. Isso Deus é que diz!!
No tempo do Jabor jovem comunista ele teve que amargar tentativas frustradas de levar as namoradinhas pra cama. Ele, como o próprio afirmou, era do tempo que as meninas não davam! Mas isso faz muito tempo...
Uma bejoca nocês!!!
Dani M.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Eu quero uma casa no campo...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Sempre fui uma pessoa da cidade grande, quer dizer, dentro da idéia de cidade grande que eu tenho e, que por sua vez, não é bem uma cidade tão grande assim. Na verdade é uma ilha, a minha São Luís.

O fato é que sempre gostei do asfalto, dos prédios, da facilidade do ônibus, dos ar condicionados, dos shoppings, da fast food e dessa coisa toda nossa de cada dia.

Tive minhas referências interioranas, claro. Nasci no interior (isso já comentei aqui). Mas nunca morei lá, ia apenas nas férias. Adorava!! Ficava solta na rua, andava de bicicleta, conhecia a cidade toda pedalando. E tinha aquele jeitinho "caboco" de falar. Era bom demais! Só que nunca mais fui pras bandas de lá.

Por muitos anos tenho ficado "infurnada" aqui nessa cidade. E eu gosto muito de viver aqui, mas São Luís tá ficando muito doida. Tá virando uma cidade bem ruinzinha de se viver, pelo barulho, poluição, trânsito infernal. E vem mais por aí.

Em breve "vamos ter" uma refinaria de petróleo aqui do ladinho(vamos ter é ótimo, kkkk...nós reles mortais nem vamos ter acesso a isso), na cidade de Bacabeira e hoje uma amiga minha estava me contando que vem uma usina pra cá também. Ela falava já angustiada e preocupada com o que vamos ter que conviver em no máximo 4 anos: muitos mais carros na cidade, condomínios brotando em cada recando onde antes tinha mata ( e mato também), padrão de vida mais elevado, coisas mais caras, muito calor, mais poluição. Consumismo e consumismo.

E eu que já estava "contaminada" pela idéia de ter uma casinha no meio do nada pra plantar meus ipês amarelos e lilás, fiquei ainda com mais vontade depois de refletir com ela sobre essas futuras mudanças.

Ontem mesmo pensei tanto nisso de ter uma casa em um lugar tranquilo pra curtir minha vida com meu mozão, com ar puro, plantinhas, um espaço grande pra andar de pé no chão, ter cachorro, filhos, família e amigos por lá!!

Vi que perto do meu condomínio mesmo tem tantas casinhas assim. Parece um outro lugar, uma outra realidade. As pessoas vivem num ritmo muito mais "cadenciado", kkkkk...

Quero isso pra mim!! Será que rola?

Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes no meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão a pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos meus discos e livros
E nada mais

Bejocas minha gente!!!

domingo, 30 de agosto de 2009

Em estado de encantamento...

domingo, 30 de agosto de 2009
Gente do céu, tô feliz de mais!!! E essa frase está sendo dita por mim com o sotaque mais mineiro que eu tenho.

Isso porque quem me ouve falar diz que eu já tenho uma mineirice na voz. Imagina depois de passar três lindos dias ouvindo a fala e o canto de uma mineira que me conquistou de vez.

Eu tô falando da Déa Trancoso (foto), uma cantora e compositora do Vale do Jaquitinhonha, sertão de Minas Gerais. E agora ela tem mais um título que eu estou atribuindo a ela: MESTRA! Assim mesmo com letras garrafais.

Ela é ferozmente brasileira (ela gosta de falar assim) e tem aquele jeito simples da gente do interior do Brasil, que não se distancia das suas raízes.

Como disse no começo passei 3 dias com a Déa. Eu, o Albertinho, a Zina, a Sandra e mais umas 20 pessoas. Fizemos parte da Oficina de Corpo e Voz que é descrita como um encontro de si mesmo através de jogos, brincadeiras, audições, exercícios de yoga com o uso do corpo e da voz, dentro do universo indígena, africano e hindu, utilizando cantigas da cultura popular brasileira e canções do Vale do Jequitinhonha.
Quando eu recebi o email sobre a oficina fiquei tentada e curiosa mas com medo. Pensei logo nos exercícios teatrais, no medo de me sentir ridicularizada, de fazer aquelas coisas do tipo "agora você é uma semente que vai virar plantinha", sabe? Mas o desejo de ver de perto tudo isso foi mais forte. Ainda bem!!

Nó!, quanto eu perderia se não tivesse ido...Foi tudo tão bom, brinquei que nem quando era criança e ficava dançando e inventando musiquinhas. Nós ouvimos tantas canções lindas, fizemos exercícios, acordamos o nosso corpo, descobrimos que somos capazes de ressussitar a criança que todos nós temos e o mais importante, perdemos o medo de ser ridicularizados. Já no segundo dia a gente não tava nem aí pro que os outros pensariam, a gente queria era tá*!!!!
Tá no meio da roda, tá vivenciando aqueles momentos, dividindo aprendizado e experiências com desconhecidos mas que se tornaram cúmplices uns dos outros, rindo da nossa cara fazendo o leão ( um exercício em que temos que abrir a boca e os olhos ao máximo e soltar um grito que vem do diafragma, difícil demais) e do piu ( esse num vô nem tentar explicar, só vendo mesmo, é de rolar de rir).

Enquanto eu estava lá eu pensei tantos nas pessoas que eu amo, queria que elas pudessem estar lá também experimentando tantas coisas que eu experimentei.
A Déa nos marcou pra sempre, deixou a marca dela no nosso coração, com aquela força-suave que alenta, acalma e ensina.

Já tá todo mundo esperando o segundo módulo da oficina que ela prometeu trazer pra São Luís junto com o show que ela quer fazer aqui.

Visitem o myspace dela e vejam se ela vai passar na cidade de vocês com o Projeto Vozes de Mestres do CCBB Intinerante. Ela está trabalhando o CD Tum Tum Tum com canções dela e outras do cancioneiro popular. Eu já tenho o meu autografado, lero-lero!!

No CCBB, além das oficinas, teve debates, mostras de cinema, shows e apresentações teatrais. Aqui a gente viu o show da Tita Parra, filmes e a peça Caminho para Meca ( maravilhosa!).

E fica aqui a dica: não percam as oportunidades de lembrar quem nós somos, que somos gente, que precisamos nos relacionar com outras gentes. Que a gente sempre pode brincar, voltar a ser criança, rir de si mesmo e do outros também (mas sem magoar) e o mais importante, desacelerar! Sair um pouco da rotina, da correria nossa de cada dia.

Bejocas nocês que hoje eu tô jóia demais!!!!!
* esse é uma contração do verbo estar. A gente usa essa expressão "eu quero é tá" pra dizer que quer estar num determinado lugar ou situação.
 
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